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quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Estado e herdeiros discutem como lidar com acervos de artistas plásticos
Publicada em 20/10/2009 às 09h29m
Alessanda Duarte, André Miranda, Leonardo Lichote e Rodrigo Fonseca
RIO - O fogo que destruiu parte do acervo de Hélio Oiticica (1937-1980) dispara o alarme para um problema que afeta as obras de artistas brasileiros já mortos: como Estado e herdeiros lidam com a conservação de seus trabalhos. O incêndio que atingiu cerca de 90% da obra de Oiticica, na noite da última sexta-feira, ocorreu na casa da família, no Jardim Botânico, onde as peças estavam guardadas e sem seguro. A situação é semelhante à de outros acervos de importantes artistas do Rio.
Assista a vídeo da mostra 'Helio Oiticica: Penetráveis'
Veja fotos de obras de Hélio Oiticica
Coincidentemente, Paula Pape, filha de Lygia Pape (1927-2004), é vizinha da residência em que se encontrava a obra de Oiticica. Ela estava em casa quando o incêndio começou e foi uma das pessoas que ligaram para o Corpo de Bombeiros pedindo ajuda.
- Quando acontece isso com uma família, a tendência é que se crucifiquem todas as outras. Mas não é bem assim. O que ocorreu foi uma tragédia. Mas é preciso trabalhar para minimizar essas possibilidades.
No caso de Lygia Pape, seu acervo está guardado numa casa no Cosme Velho. De acordo com Paula, o local foi preparado especialmente para receber as obras da artista. Mas também não há seguro.
" Quando acontece isso com uma família, a tendência é que se crucifiquem todas as outras. Mas não é bem assim. O que ocorreu foi uma tragédia. Mas é preciso trabalhar para minimizar essas possibilidades "
- Quando se tem um encargo como esse, é preciso estar bem preparado. A casa em que guardamos os trabalhos da Lygia foi feita para isso. Não adaptamos uma casa para receber seu acervo. Ainda não temos seguro porque a obra está em inventário de partilha. Só depois seria feito um seguro - diz Paula. - No incêndio de sexta-feira, acho que tanto a família quanto o Estado falharam. A prefeitura procurou a família do Oiticica, mas eles não quiseram ajuda porque o Centro Hélio Oiticica teria goteiras. Ou seja: ou era o fogo ou era a água. No caso da Lygia, nunca fomos procurados pelo Estado.
A opinião sobre uma responsabilidade conjunta entre família e Estado para a perda dos trabalhos de Oiticica é compartilhada pelo artista plástico carioca Daniel Senise:
Estado e herdeiros discutem como lidar com acervos de artistas plásticos
Publicada em 20/10/2009 às 09h29m
Alessanda Duarte, André Miranda, Leonardo Lichote e Rodrigo Fonseca
RIO - O fogo que destruiu parte do acervo de Hélio Oiticica (1937-1980) dispara o alarme para um problema que afeta as obras de artistas brasileiros já mortos: como Estado e herdeiros lidam com a conservação de seus trabalhos. O incêndio que atingiu cerca de 90% da obra de Oiticica, na noite da última sexta-feira, ocorreu na casa da família, no Jardim Botânico, onde as peças estavam guardadas e sem seguro. A situação é semelhante à de outros acervos de importantes artistas do Rio.
Assista a vídeo da mostra 'Helio Oiticica: Penetráveis'
Veja fotos de obras de Hélio Oiticica
Coincidentemente, Paula Pape, filha de Lygia Pape (1927-2004), é vizinha da residência em que se encontrava a obra de Oiticica. Ela estava em casa quando o incêndio começou e foi uma das pessoas que ligaram para o Corpo de Bombeiros pedindo ajuda.
- Quando acontece isso com uma família, a tendência é que se crucifiquem todas as outras. Mas não é bem assim. O que ocorreu foi uma tragédia. Mas é preciso trabalhar para minimizar essas possibilidades.
No caso de Lygia Pape, seu acervo está guardado numa casa no Cosme Velho. De acordo com Paula, o local foi preparado especialmente para receber as obras da artista. Mas também não há seguro.
" Quando acontece isso com uma família, a tendência é que se crucifiquem todas as outras. Mas não é bem assim. O que ocorreu foi uma tragédia. Mas é preciso trabalhar para minimizar essas possibilidades "
- Quando se tem um encargo como esse, é preciso estar bem preparado. A casa em que guardamos os trabalhos da Lygia foi feita para isso. Não adaptamos uma casa para receber seu acervo. Ainda não temos seguro porque a obra está em inventário de partilha. Só depois seria feito um seguro - diz Paula. - No incêndio de sexta-feira, acho que tanto a família quanto o Estado falharam. A prefeitura procurou a família do Oiticica, mas eles não quiseram ajuda porque o Centro Hélio Oiticica teria goteiras. Ou seja: ou era o fogo ou era a água. No caso da Lygia, nunca fomos procurados pelo Estado.
A opinião sobre uma responsabilidade conjunta entre família e Estado para a perda dos trabalhos de Oiticica é compartilhada pelo artista plástico carioca Daniel Senise:
Publicada em 20/10/2009 às 09h29m
Alessanda Duarte, André Miranda, Leonardo Lichote e Rodrigo Fonseca
RIO - O fogo que destruiu parte do acervo de Hélio Oiticica (1937-1980) dispara o alarme para um problema que afeta as obras de artistas brasileiros já mortos: como Estado e herdeiros lidam com a conservação de seus trabalhos. O incêndio que atingiu cerca de 90% da obra de Oiticica, na noite da última sexta-feira, ocorreu na casa da família, no Jardim Botânico, onde as peças estavam guardadas e sem seguro. A situação é semelhante à de outros acervos de importantes artistas do Rio.
Assista a vídeo da mostra 'Helio Oiticica: Penetráveis'
Veja fotos de obras de Hélio Oiticica
Coincidentemente, Paula Pape, filha de Lygia Pape (1927-2004), é vizinha da residência em que se encontrava a obra de Oiticica. Ela estava em casa quando o incêndio começou e foi uma das pessoas que ligaram para o Corpo de Bombeiros pedindo ajuda.
- Quando acontece isso com uma família, a tendência é que se crucifiquem todas as outras. Mas não é bem assim. O que ocorreu foi uma tragédia. Mas é preciso trabalhar para minimizar essas possibilidades.
No caso de Lygia Pape, seu acervo está guardado numa casa no Cosme Velho. De acordo com Paula, o local foi preparado especialmente para receber as obras da artista. Mas também não há seguro.
" Quando acontece isso com uma família, a tendência é que se crucifiquem todas as outras. Mas não é bem assim. O que ocorreu foi uma tragédia. Mas é preciso trabalhar para minimizar essas possibilidades "
- Quando se tem um encargo como esse, é preciso estar bem preparado. A casa em que guardamos os trabalhos da Lygia foi feita para isso. Não adaptamos uma casa para receber seu acervo. Ainda não temos seguro porque a obra está em inventário de partilha. Só depois seria feito um seguro - diz Paula. - No incêndio de sexta-feira, acho que tanto a família quanto o Estado falharam. A prefeitura procurou a família do Oiticica, mas eles não quiseram ajuda porque o Centro Hélio Oiticica teria goteiras. Ou seja: ou era o fogo ou era a água. No caso da Lygia, nunca fomos procurados pelo Estado.
A opinião sobre uma responsabilidade conjunta entre família e Estado para a perda dos trabalhos de Oiticica é compartilhada pelo artista plástico carioca Daniel Senise:
Estado e herdeiros discutem como lidar com acervos de artistas plásticos
Publicada em 20/10/2009 às 09h29m
Alessanda Duarte, André Miranda, Leonardo Lichote e Rodrigo Fonseca
RIO - O fogo que destruiu parte do acervo de Hélio Oiticica (1937-1980) dispara o alarme para um problema que afeta as obras de artistas brasileiros já mortos: como Estado e herdeiros lidam com a conservação de seus trabalhos. O incêndio que atingiu cerca de 90% da obra de Oiticica, na noite da última sexta-feira, ocorreu na casa da família, no Jardim Botânico, onde as peças estavam guardadas e sem seguro. A situação é semelhante à de outros acervos de importantes artistas do Rio.
Assista a vídeo da mostra 'Helio Oiticica: Penetráveis'
Veja fotos de obras de Hélio Oiticica
Coincidentemente, Paula Pape, filha de Lygia Pape (1927-2004), é vizinha da residência em que se encontrava a obra de Oiticica. Ela estava em casa quando o incêndio começou e foi uma das pessoas que ligaram para o Corpo de Bombeiros pedindo ajuda.
- Quando acontece isso com uma família, a tendência é que se crucifiquem todas as outras. Mas não é bem assim. O que ocorreu foi uma tragédia. Mas é preciso trabalhar para minimizar essas possibilidades.
No caso de Lygia Pape, seu acervo está guardado numa casa no Cosme Velho. De acordo com Paula, o local foi preparado especialmente para receber as obras da artista. Mas também não há seguro.
" Quando acontece isso com uma família, a tendência é que se crucifiquem todas as outras. Mas não é bem assim. O que ocorreu foi uma tragédia. Mas é preciso trabalhar para minimizar essas possibilidades "
- Quando se tem um encargo como esse, é preciso estar bem preparado. A casa em que guardamos os trabalhos da Lygia foi feita para isso. Não adaptamos uma casa para receber seu acervo. Ainda não temos seguro porque a obra está em inventário de partilha. Só depois seria feito um seguro - diz Paula. - No incêndio de sexta-feira, acho que tanto a família quanto o Estado falharam. A prefeitura procurou a família do Oiticica, mas eles não quiseram ajuda porque o Centro Hélio Oiticica teria goteiras. Ou seja: ou era o fogo ou era a água. No caso da Lygia, nunca fomos procurados pelo Estado.
A opinião sobre uma responsabilidade conjunta entre família e Estado para a perda dos trabalhos de Oiticica é compartilhada pelo artista plástico carioca Daniel Senise:
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